Tecnologia Diesel ELSBETT - Sistema de Arrefecimento a Óleo ELSBETT
Em termos de energia, os motores ELSBETT na década de 70 e 80 tiveram um desempenho superior aos motores convencionais, tendo uma eficiência de aproximadamente 40% a 43%. Este desempenho superior foi possível devido à melhoria do balanço térmico do motor, o que ocasionou maior disponibilidade de energia mecânica útil e diminuindo substancialmente a conversão da energia em calor desperdiçado. Como a superfície da parede da câmara de combustão é reduzida de tamanho, e o isolamento térmico é causado pelo excesso de ar ao redor da área de combustão, o escoamento de calor e a necessidade de arrefecimento são minimizadas.
Enquanto em um motor diesel convencional com uma pré-câmara de combustão aproximadamente 31% da energia contida no combustível é removida do motor através do sistema de arrefecimento e dispersada no radiador, (26% nos motores diesel com injeção direta, 28% em motores a gasolina), no caso do motor ELSBETT apenas cerca de 14% a 16% do calor é removido.
Esta demanda reduzida de resfriamento torna possível dispensar sistemas convencionais de arrefecimento. Nos motores ELSBETT o processo de resfriamento é realizado pelo óleo lubrificante do motor apenas. Radiadores à água e aparelhos de resfriamento a ar são portanto dispensados, e isto reduz o número de componentes, o peso e o volume do motor.
A ausência de água no motor torna possível fundir o bloco sem rebarbas e e dispensar o uso da junta do cabeçote. Quebras em motores costumam serem resultado de altos gradientes de temperatura do que da temperatura em si mesma. Por esta razão o óleo permite um arrefecimento mais seguro do motor pois este trabalha além da temperatura de ebulição da água e reduz as tensões térmicas do motor. O óleo não ferve facilmente, não causa corrosão interna ou cavitação, não congela, e atinge rapidamente a temperatura de trabalho.
A parte inferior do pistão é refrigerada por jatos de óleo. Os jatos de óleo refrigeram as paredes internas do cilindro, e guiados pelas aletas colocadas dentro do corpo do pistão, atingem a parte mais baixa da cabeça do pistão, refrigerando-o. O cabeçote é refrigerado por circulação forçada de óleo. O óleo é refrigerado por um radiador externo.
